<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415</id><updated>2011-07-08T00:24:35.109-03:00</updated><title type='text'>Rabiscos Inconcretos</title><subtitle type='html'>O caderno imaterial onde se faz presente a liberdade de ser ninguém mais senão aquilo que se escreve.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-5867022568484195272</id><published>2009-06-20T04:04:00.004-03:00</published><updated>2009-06-20T04:17:07.214-03:00</updated><title type='text'>A palavra, amor</title><content type='html'>Dizer tudo e não falar nada. Não há espaço suficiente para formalizar sentimentos em palavras. Queria fazer cabê-las todas ai, no teu coração, onde a maior de todas as forças plantaria a semente de um amor fulminante em ti. Desabrocharias qual rosa rubra e te entregarias a mim, já sem forças para resistir a eminente felicidade do nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não há tempo, amor. É necessário conjulgar o sentimento em torno de um poema, minha bandeira, e fincá-lo com toda a força contra teu peito. Um mundo precisa caber em uma pérola ou no menor dos cristais, com o qual te farei um brinco, um colar, um anel. Quero deixar em teu corpo a marca dos meus dentes para que olhes a cada banho teu e digas 'é ele'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero fazer do meu amor o teu remédio. Tenho a sede absoluta de teus beijos. A necessidade obscura de dançar colado contigo. Quero rir e chorar junto contigo na rua vazia. Mas não há tempo, amor. Passa, qual a palavra, a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-5867022568484195272?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5867022568484195272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5867022568484195272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2009/06/palavra-amor.html' title='A palavra, amor'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-6043406466610013909</id><published>2009-06-15T22:14:00.002-03:00</published><updated>2009-06-15T22:27:21.433-03:00</updated><title type='text'>Memórias de felicidade</title><content type='html'>O tempo apaga as linhas da memória e tudo se esvai. A dor passa de uma sensação a uma lembrança ao qual se quer apegar. O coração não conhece o que é auto-preservação. Palavras se perdem em fragmentos de nada, e se tornam vazias e fora de contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser feliz de repente parece ser uma estrela inalcançável, mas já se esteve lá, tão perto. Sussuram e os caminhos se confundem, mesclam-se em um quebra-cabeça difícil de resolver, e quando espera-se encontrar as migalhas de pão que trazem de volta o impossível, eis a sala das coisas aleatórias. Tudo encontra-se fora do lugar e não há mais ela, senão seu retrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a memória, que só sabe lembrar, e o coração, que só sabe sentir, discutem e travam uma batalha para entender essa nova realidade. Ela não está mais aqui, ela não vai mais voltar, concluem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-6043406466610013909?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6043406466610013909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6043406466610013909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2009/06/memorias-de-felicidade.html' title='Memórias de felicidade'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-6638174722726766149</id><published>2008-08-30T02:26:00.003-03:00</published><updated>2008-08-30T02:34:24.914-03:00</updated><title type='text'>Mapa-múndi</title><content type='html'>A vida é essa incessante corrida, onde não sabemos muito bem de onde vamos, pra onde vamos. E você foca tão inutilmente em olhar para frente (para trás é retrocesso), que da bolsa furada pela estilete rápida do bandido do tempo, caem cacos e pedaços de si pelo chão. Ínfimas partes, como a pele morta que sai ao banho, os cabelos que se desprendem do couro ou as unhas estrategicamente cortadas, vão deixando para trás uma trilha de si sobre o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando se percebe que se é não mais o corpo e sim um algo que ambula pelo tempo, não mais o âmago de si, é inevitável olhar para trás (o retrocesso) e querer pegar com a pá do etéreo uma amostra do que já se foi. Quebra-cabeça impossível de se montar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-6638174722726766149?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6638174722726766149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6638174722726766149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2008/08/mapa-mndi.html' title='Mapa-múndi'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-2850966248410383937</id><published>2008-07-07T01:00:00.002-03:00</published><updated>2008-07-07T01:12:27.176-03:00</updated><title type='text'>Sonho interrompido</title><content type='html'>Achei que nessa correria que só a vida poderia nos proporcionar, 10000m com barreiras (das mais diversas), te encontraria ali, cheia de graça e mistério, e no seu mistério eu encontraria um arrimo para a dor da vida, do tempo e do mundo. Mas brota do misterioso chão da incerteza a dúvida que, como uma erva daninha, bota em perigo o sonho de toda uma plantação. Sonho com os olhos abertos, acordado, imaginando a mordida na primeira fruta colhida da árvore que até hoje só enxerguei em desenho: planta da planta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-2850966248410383937?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2850966248410383937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2850966248410383937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2008/07/sonho-interrompido.html' title='Sonho interrompido'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-3940483727117536449</id><published>2008-06-04T01:26:00.003-03:00</published><updated>2008-06-04T01:39:39.249-03:00</updated><title type='text'>Sala de espera</title><content type='html'>De todos os paradoxos, o mais inexplicável: estar sozinho e cercado de gente. Não o entendo. Como posso, diante de pessoas alegres e de bem com a vida, me enxergar sozinho no mundo? Lá estou, sentado com os braços em laço cercando as pernas dobradas, aguardando alguém sentar no banco ao meu lado. Um alguém com sorriso faceiro e uma timidez natural, um olha-não-olha. Mas não: um grupo de pessoas grita e faz barulho e derruba a chute a porta da minha espera. E ao entrarem em mim percebo-me inexplicavelmente sozinho, a mágica do desaparecimento, que faz sumir gente e surgir fantasmas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-3940483727117536449?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3940483727117536449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3940483727117536449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2008/06/sala-de-espera.html' title='Sala de espera'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-843716121283000227</id><published>2008-02-02T04:28:00.000-02:00</published><updated>2008-02-02T04:48:46.958-02:00</updated><title type='text'>Xerox</title><content type='html'>Como se poderia ser uma cópia mal feita de se mesmo? Sou quem sou, mas meus gostos parecem copiados de um eu perdido no tempo. Vejo-me escritor aposentado de textos sempre bem comentados, mas de um espírito mal renovado e sob uma atividade predatória e não-renovável sobre minha criatividade. Tenho sede de livros? de arte? amo alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo dos meus gostos e trago a mente lembranças de tempos atrás. Sinto-me um fantasma atrás do meu eu de tempos atrás. Quero-o de volta, encorporado em mim mesmo. Não posso, no entanto. Olho adiante e vejo o mundo com um leque aberto de oportunidades. Procuro ser eu novamente, espelho de mim mesmo, desenho sem rascunho e sem linhas por onde me guiar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-843716121283000227?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/843716121283000227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/843716121283000227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2008/02/xerox.html' title='Xerox'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-206895541289485270</id><published>2007-12-27T02:43:00.000-02:00</published><updated>2007-12-27T02:53:32.184-02:00</updated><title type='text'>Terceira pessoa</title><content type='html'>Vertigens em azul, daqueles de fim de tarde quase noite. Vejo-me colado ao batente da porta, copo na mão de uma bebida que me falha a memória. Queria sentir seu gosto e poder enxergar o meu rosto, mas mesmo a pouca distância é um muro intransponível para minha miopia. E aquele pouco de surdez me previne de ouvir minha própria voz, que fica abafada em palavras que saem fracas da boca e do qual pouco se entende senão pelos lábios. Daí que a minha terceira pessoa percebe-se confusa e obscura no entendimento de mim mesmo, já na calada da noite, o céu em estrelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-206895541289485270?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/206895541289485270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/206895541289485270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/12/terceira-pessoa.html' title='Terceira pessoa'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-4400141344242414509</id><published>2007-12-06T15:10:00.000-02:00</published><updated>2007-12-06T15:11:26.035-02:00</updated><title type='text'>Olha pra mim</title><content type='html'>Peço com os dois pés e joelhos juntos, as rótulas como pregos no chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-4400141344242414509?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4400141344242414509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4400141344242414509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/12/olha-pra-mim.html' title='Olha pra mim'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-3214678287351176153</id><published>2007-11-28T09:26:00.001-02:00</published><updated>2007-11-28T09:26:54.496-02:00</updated><title type='text'>As cidades e os desejos 2</title><content type='html'>"A três dias de distância, caminhando em direção ao sul, encontra-se Anastácia, cidade banhada por canais concêntricos e sobrevoada por pipas. Eu deveria enumerar as mercadorias que aqui se compram a preçoes vantajosos: ágata ônix crisópraso e outras variedades de calcedônia; deveria louvar a carne do faisão dourado que aqui se cozinha na lenha seca da cerejeira e se salpica com muito orégano; falar das mulheres que vi tomar banho no tanque de um jardim e que às vezes convidam - diz-se - o viajante a despir-se com elas e persegui-las dentro da água. Mas com essas notícias não falaria da verdadeira essência da cidade: porque, enquanto a descrição de Anastácia desperta uma série de desejos que deverão ser reprimidos, quem se encontra uma manhã no centro de Anastácia será circundado por desejos que se despertam simultaneamente. A cidade aparece como um todo no qual nenhum desejo é desperdiçado e do qual você faz parte, e, uma vez que aqui se goza tudo o que não se goza em outros lugares, não resta nada além de residir nesse desejo e se satisfazer. Anastácia, cidade enganosa, tem um poder, que às vezes se diz maligno e outras vezes benigno: (...) a fadiga que dá forma aos seus desejos toma dos desejos a sua forma, e você acha que está se divertindo em Anastácia quando não passa de seu escravo." - As cidades invisíveis, Italo Calvino&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-3214678287351176153?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3214678287351176153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3214678287351176153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/11/as-cidades-e-os-desejos-2.html' title='As cidades e os desejos 2'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-2109364359649789423</id><published>2007-11-24T03:32:00.000-02:00</published><updated>2007-11-24T03:45:32.747-02:00</updated><title type='text'>Estrada</title><content type='html'>A vida definitivamente é uma estrada de muitos caminhos, escrita a areia. É necessário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt; para atravessar incólume por ela e muitas vezes o sentimento de arrependimento, ou a súbita sensação de que uma escolha alternativa teria levado a um local melhor, nos acomete e desejamos retornar. Mas querer dar uma passo para trás é perceber que o caminho não está mais lá: ele mudou com o vento e o que nos resta é andar para frente a procura de outras escolhas, outras dúvidas. Da trajetória que percorremos, não nos resta nada muito além de remorso, dúvida, arrependimento, as feridas nos pés que andaram demais e um futuro inteiro pela frente, até onde o futuro acabar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-2109364359649789423?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2109364359649789423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2109364359649789423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/11/estrada.html' title='Estrada'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-2948305966243000893</id><published>2007-11-04T00:56:00.000-02:00</published><updated>2007-11-04T01:09:14.264-02:00</updated><title type='text'>Pelo dinheiro</title><content type='html'>Penhorei o coração por falta de uso. A peça era meio antiga mas funcionava com precisão: batia regularmente e, na presença de um rosto mais bonito, se encantava, amava e fazia versos. Mas precisava do dinheiro. A vida tem cada dia me custado mais caro e mesmo as necessidades básicas do hoje foram emendadas em pequenos luxos, para dar uma certa graça em viver. Por alguns poucos tostões furados, deixei na loja, coração por muito inutilizado e cansado de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os problemas financeiros ficaram de lado, resolvi passar na loja para retomar o que me era de direito, pois como se sabe, coração só se tem um e se ganha apenas quando se nasce. Para minha surpresa, o lojista me aparece com uma cara de indiferença e diz: "seu coração foi vendido, senhor. uma menina passou por aqui e o comprou, nem fez questão de saber quem era o dono". Senti angústia, mas não chorei porque levava o peito vazio. Começou então uma caçada pessoal e inesgostável pelas ruas da cidade por uma menina que comprou meu coração (tão barato). A ela, peço que me devolva, por favor. Pago em dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-2948305966243000893?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2948305966243000893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2948305966243000893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/11/pelo-dinheiro.html' title='Pelo dinheiro'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-4273296095765230911</id><published>2007-10-25T20:01:00.000-02:00</published><updated>2007-10-25T20:02:13.107-02:00</updated><title type='text'>Simples</title><content type='html'>Uma grande amiga minha certa vez me ensinou que as pessoas são com estações: algumas passamos sem perceber, ficamos muito pouco tempo a observar outras, temos um contato intenso mas pouco duradouro com outras pessoas, e algumas delas vivem para sempre em nós, como uma constante em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que tudo em nossas vidas tem uma relação análoga com as pessoas com quem nos relacionamos. Tudo dura seu tempo e tem seu grau de importância. Foi assim que aprendi a perceber que às vezes a poesia da vida se apresenta sobretudo na forma das coisas simples, casuais. O extraorinário que encontramos nos cotidiano é exatamente essa capacidade de interpretar tudo como um romance de páginas marcadas e diálogos previsíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aprendendo a apreciar as coisas simples da vida que tomei gosto pelas pessoas simples e sem ambiguidades de coração. E de maneira análoga, passei a desenvolver uma simplicidade na maneira como exponho meus fatos sobre a vida. Por muito tempo tive medo de me pronunciar; hoje vivo o medo de morrer calado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-4273296095765230911?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4273296095765230911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4273296095765230911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/10/simples.html' title='Simples'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-2922745433953726202</id><published>2007-10-23T01:34:00.000-02:00</published><updated>2007-10-23T02:00:43.543-02:00</updated><title type='text'>Quero meu eu de volta</title><content type='html'>Revisitando versos, estrofes, parágrafos e fotos, acabei te encontrando quase sem querer. Talvez tenha me doído seu riso quase esfingético, talvez o meu riso indiscriminado. Percebi todo um vocabulário voltado ao amor, um vocabulário de quem ama. Erros gramáticais, sintáticos, semânticos (apenas no texto) de um desnorteado apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço de volta meu coração. Quero um coração simples e ancioso, que chora no sim e no não. Quero palavras simples impostas de maneiras complicadas e cheias de sentido e coração. Quero de volta leituras demoradas, quero meus amigos de bar. Quero a dúvida do amadurecimento e uma certeza que brota do chão. Devolva meu coração. Devolva o que eu era antes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-2922745433953726202?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2922745433953726202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2922745433953726202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/10/quero-meu-eu-de-volta.html' title='Quero meu eu de volta'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-5198783781364458632</id><published>2007-08-15T02:12:00.000-03:00</published><updated>2007-08-15T02:25:23.592-03:00</updated><title type='text'>Metáforas</title><content type='html'>Cheiro de rosas e alecrim&lt;br /&gt;Informações desencontradas&lt;br /&gt;Vejo estradas&lt;br /&gt;A certeza de saída&lt;br /&gt;O trem veloz que passa&lt;br /&gt;Gosto de limão&lt;br /&gt;Pseudônimos e apelidos&lt;br /&gt;Segredos e mistérios&lt;br /&gt;O gol de placa: uma pintura&lt;br /&gt;O som da própria voz (abafada pelos ouvidos)&lt;br /&gt;Despertar 3°C mais quente&lt;br /&gt;A coleção de xícaras&lt;br /&gt;No teto, um móbile de origami&lt;br /&gt;Um tubo de gel pra cabelo&lt;br /&gt;Leite e biscoitos pela manhã&lt;br /&gt;Celular toca: é do hospital&lt;br /&gt;Sinos tocam com o balanço da brisa&lt;br /&gt;Um jogo de cartas&lt;br /&gt;A rede de balanço e um copo embaixo&lt;br /&gt;Festa junina&lt;br /&gt;Um calendário com dias riscados&lt;br /&gt;Lágrimas no ônibus&lt;br /&gt;Abrir bem os braços&lt;br /&gt;Leituras em atraso&lt;br /&gt;Dois tubos de cola e o robô de caixas&lt;br /&gt;Várias e várias bijuterias&lt;br /&gt;Uma carta anônima&lt;br /&gt;Amanhã, a espera acaba&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-5198783781364458632?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5198783781364458632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5198783781364458632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/08/metforas.html' title='Metáforas'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-3050714861246987490</id><published>2007-07-29T04:36:00.000-03:00</published><updated>2007-07-29T05:00:52.148-03:00</updated><title type='text'>Veneno</title><content type='html'>E de novo, lá em cima do piano tinha um copo de veneno. Já virou quase meu vício. E meu mundo gira todo ao redor desse um copo de veneno, quase ela uma droga e eu seu mais fiel dependente. O amor sempre bate na trave. E te subverteram, amor, te reviraram e você-palavra perdeu o sentido-dicionário. E eu sigo à procura de um alguém assim, tão justificadamente veneno que me reviva ao invés de matar minha esperança nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Copo de veneno: quem bebeu morreu, o azar foi meu, foi meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-3050714861246987490?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3050714861246987490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3050714861246987490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/07/veneno.html' title='Veneno'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-6529597699590241159</id><published>2007-06-25T13:54:00.000-03:00</published><updated>2007-06-25T14:00:40.187-03:00</updated><title type='text'>Cadernos</title><content type='html'>A coisa que eu mais amo em escrever é a liberdade que o ato me confere: sinto-me verdadeiramente livre em escrever aqui, longe de amarras e aparências que me prendem a uma realidade que nem sempre corresponde ao que verdadeiramente sinto. Tem vezes que, quando me apaixono, me apaixono pelo que é completamente errado, vai contra o sentido das coisas. Jamais poderia assumir meus amores proibídos ao público. E é aqui que eu o faço, escondido sob uma manta fina de poesia e sonhos que só assumo a dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-6529597699590241159?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6529597699590241159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6529597699590241159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/06/cadernos.html' title='Cadernos'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-3653729416467846971</id><published>2007-06-09T03:12:00.000-03:00</published><updated>2007-06-09T03:17:49.244-03:00</updated><title type='text'>Dualidade</title><content type='html'>Daquele outro lado, no gêmeo, eu tento manter as pontas firmes, a discrição e a impessoalidade. Mas é difícil. Quantas vezes não adiei textos por causa de estado de espírito e poética. Engolido por um círculo de estados, não me sinto bem para começar um relacionamento novo e no entanto acredito que só isso vai me trazer um pouco de verdade para a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passei por barras piores, mas a simples apatia com relação ao meu estado (talvez indiferença) não me faz desgrudar os pés do chão. Fico preso e o mundo gira ao meu redor. Quero paz e fuga, mas não encontro nenhum deles parado onde estou. Em alguns momentos sinto que vou explodir e talvez essa seja minha única solução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-3653729416467846971?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3653729416467846971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3653729416467846971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/06/dualidade.html' title='Dualidade'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-4413234955329209902</id><published>2007-05-02T02:33:00.000-03:00</published><updated>2007-05-02T03:17:48.971-03:00</updated><title type='text'>Espera</title><content type='html'>Nesta casa no meio do nada,&lt;br /&gt;Mais templo menos casa,&lt;br /&gt;Há um alguém sempre a espera,&lt;br /&gt;A espera de visita:&lt;br /&gt;Visita sempre adiada,&lt;br /&gt;Visita muito aguardada,&lt;br /&gt;Visita bem recebida!&lt;br /&gt;Mas o tempo faz a espera&lt;br /&gt;Tornar-se mancha e tormento&lt;br /&gt;Que acorrenta o coração.&lt;br /&gt;E o solitário habitante&lt;br /&gt;Na sua espera incessante&lt;br /&gt;Faz dela sua obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no marasmo do tempo&lt;br /&gt;Que é só mato e vento&lt;br /&gt;E folhas e copas de árvore,&lt;br /&gt;Que o sono chega e se aproxima,&lt;br /&gt;Encanta com sonhos&lt;br /&gt;Torna menos dolorosa a espera&lt;br /&gt;Do  solitário habitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À janela e com os olhos fechados,&lt;br /&gt;Não se apercebeu o encantado&lt;br /&gt;Que sua visita viera se mostrar.&lt;br /&gt;Uma vez a campainha,&lt;br /&gt;Duas vezes a campainha,&lt;br /&gt;Três vezes a campainha.&lt;br /&gt;Entristecida, a visita&lt;br /&gt;Saiu em busca de um outro lar&lt;br /&gt;A que pudesse visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda então o sonhador&lt;br /&gt;Que sonhou em seu sonho&lt;br /&gt;Que sua visita passou.&lt;br /&gt;Foi olhar a sua porta&lt;br /&gt;E seu pranto chorou&lt;br /&gt;Ao ver na campainha&lt;br /&gt;De menina a marca de um dedo,&lt;br /&gt;Um par de pegadas&lt;br /&gt;E gotas de lágrima no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou em casa,&lt;br /&gt;Tornou à cadeira,&lt;br /&gt;Secou as lágrimas e declarou:&lt;br /&gt;O amor passou de novo&lt;br /&gt;E meu sonho a levou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-4413234955329209902?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4413234955329209902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4413234955329209902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/05/espera.html' title='Espera'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-698365624664954292</id><published>2007-04-28T03:23:00.001-03:00</published><updated>2007-04-28T03:23:51.471-03:00</updated><title type='text'>Clichê</title><content type='html'>Se eu pudesse juntar toda a minha inveja de modo a condensá-la em moeda de troca para algo que minha inveja jamais seria capaz de alcançar com seus magros dedos, com certeza seria a composição dessa música:&lt;br /&gt;&lt;b class="titulo2"&gt;&lt;br /&gt;Chega de saudade&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;i class="autor"&gt;Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Vai, minha tristeza&lt;br /&gt;E diz a ela que sem ela não pode ser&lt;br /&gt;Diz-lhe numa prece&lt;br /&gt;Que ela regresse&lt;br /&gt;Porque eu não posso mais sofrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de saudade&lt;br /&gt;A realidade é que sem ela&lt;br /&gt;Não há paz, não há beleza&lt;br /&gt;É só tristeza e a melancolia&lt;br /&gt;Que não sai de mim&lt;br /&gt;Não sai de mim&lt;br /&gt;Não sai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se ela voltar&lt;br /&gt;Se ela voltar&lt;br /&gt;Que coisa linda&lt;br /&gt;Que coisa louca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois há menos peixinhos a nadar no mar&lt;br /&gt;Do que os beijinhos que eu darei na sua boca&lt;br /&gt;Dentro dos meus braços os abraços&lt;br /&gt;Hão de ser milhões de abraços&lt;br /&gt;Apertado assim, colado assim, calado assim,&lt;br /&gt;Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim&lt;br /&gt;Que é pra acabar com esse negócio&lt;br /&gt;De você viver sem mim&lt;br /&gt;Não quero mais esse negócio&lt;br /&gt;De você longe de mim...&lt;br /&gt;Vamos deixar desse negócio&lt;br /&gt;De você viver sem mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-698365624664954292?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/698365624664954292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/698365624664954292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/04/clich.html' title='Clichê'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-7883461178245101058</id><published>2007-04-23T23:03:00.000-03:00</published><updated>2007-04-23T23:16:31.313-03:00</updated><title type='text'>Músicas e mentiras</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Post-its&lt;/span&gt;, lembretes, recados, pequenas mensagens, notas de agenda. Tudo aponta para uma data em especial, quando tudo acontecerá e será surpreendentemente novo. Músicas dão o ritmo na releitura dos papéis que levam a lembranças nunca sonhadas e fazem balançar a cabeça entre a confusão de tinta e papel e as mentiras marcadas na data ao acaso escolhida: reflexo das mentiras embaixo da camisa, do peito, das costelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-7883461178245101058?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/7883461178245101058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/7883461178245101058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/04/msicas-e-mentiras.html' title='Músicas e mentiras'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-1176008178953821047</id><published>2007-04-12T12:17:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T12:22:19.112-03:00</updated><title type='text'>Abril em rosas</title><content type='html'>Toda a falta de expectativa de um futuro em flor desabrocha em esperanças no enigmático abril. Resquícios de verão me revisitam. Fica esse botão de flor adiado por tanto tempo que promete desabrochar nesse mês, à espera de uma lágrima que abra suas pétalas em forma de um novo amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-1176008178953821047?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/1176008178953821047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/1176008178953821047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/04/abril-em-rosas.html' title='Abril em rosas'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-5907247138657089618</id><published>2007-04-12T00:46:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T01:00:58.073-03:00</updated><title type='text'>Islas de solitud</title><content type='html'>Faz tempo que não escrevo sobre amor? Faz quanto tempo? E há quanto tempo não se sente amor, paixão, verdadeira paixão? A verdade é que quanto mais se vive mais estranho esse mundo de pessoas tão diferentes, tão recentidas. Nossas histórias nos apontam para um lugar em que nós mesmos somos o refúgio que sempre sonhamos. Nós nos entendemos melhor do que qualquer um, afinal sentimos nossas próprias necessidades, solidões e paixões súbitas, quase desejo de grávida. No entanto, não nos preeenchemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar, verbo transitivo indireto. Cada dia que passo ouço-o mais intransitivo. Para um objeto qualquer, gostar é suficiente. "Gosto dele" "Gosto dela". Amar não, muita responsabilidade e falta de conhecimento. Confiança é artigo de luxo, são pontes entre as ilhas de solidão que criamos em torno de nós mesmos. A dor é muito mais conhecida, doença sexualmente transmissível, epidêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso reconstituir o tratado do amor que une os homens e as mulheres, colocá-lo novamente em pauta na próxima reunião das Nações Unidas, junto com o terrorismo e o aquecimento global. É preciso lembrar aos seres humanos a sua condição fundamental e sua nudez que os generaliza e os amedronta. É preciso quebrar os modelos de ilha; retornar a Pangéia fundamental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-5907247138657089618?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5907247138657089618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5907247138657089618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/04/islas-de-solitud.html' title='Islas de solitud'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-8390979455491695028</id><published>2007-03-26T13:15:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T13:57:26.932-03:00</updated><title type='text'>Viajar</title><content type='html'>Acho a descrição um dos mais ingratos estilos de texto possíveis. Isso porque definir em palavras qualquer coisa, cenário, sentimento ou mesmo uma palavra da língua portuguesa é algo que exige minúcia de quem escreve, quase como se fosse necessário incorporar o tema e buscar em si mesmo qualquer coisa que exprima exatamente (ou da melhor maneira possível) aquilo que se deseje fazer por conhecer. E o verbo viajar tornou-se exatamente isso: uma palavra difícil de se definir sem se fazer citar exemplos palpáveis e ou experiências pessoais. E é nesse clima de bossa, de uma saudade da própria saudade, dos tempos em que se tinha algo/alguém a se esperar, que eu descreverei o intransitivo verbo viajar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar, de verdade mesmo, é transportar-se para outro lugar. Não importa se você quer realmente ou não ir para esse lugar, fato é que você vai se surpreender com as milhares de variáveis novas que se apresentarão diante dos seus olhos e com as quais você não contava quando citou em uma conversa passageira o nome daquele lugar ou cidade. Tudo é diferente: as ruas, as construções, a língua, as pessoas, a mão da rua. As pessoas passam despreocupadas no seu dia-a-dia e você se impressiona com o grau de novidade que aquilo é para você e que é indiferença para quem passou a vida inteira ali naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar tem outro cheiro (que às vezes é cheiro nenhum, depende de onde você veio) e o céu tem mais estrelas. As nuvens são reproduções de quadros de campos invertidos, com plantações de algodão e grama azul meio-dia. Os carros serão muito mais novos e modernos ou surpreendetemente mais velhos, mas todos andam e isso é o que importa. As pessoas andam sem pressa alguma. É estranho conceber que as pessoas andam até o trabalho ou de bicicleta ou de carona com um vizinho. Aliás as pessoas são muito mais educadas ou mais duras; não falta educação, mas impessoalidade com que se trata um desconhecido dá o charme ao lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ônibus, carro, barco, é aquele mato baixo que corre as beiradas, muito rápido, muito devagar. De avião é aquele medo da altura e a insípida comida servida pelas aeromoças de saia. Aliás saia é o que não falta onde se está: as mulheres tem um estilo diferente, nada daquela mistura danada que tem no Brasil. É raro ter o corpo moreno das brasileiras, mas as mulheres de todo o globo possuem um charme pessoal e impossível de migrar com a pessoa. As praias onde elas se deitam, ou passeiam a pé, são de areia branca e um barulho de mar que por si só fala muito sobre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As noites tem mais lua, lua de prata, e tudo é tão mais sedutor do que a mesmisse de todos os dias onde se vive. Os preços mudam de acordo com o câmbio, a comida tem um tempero diferente. A globalização propicia muita coisa, mas a comida daquele lugar, só naquele lugar tem aquele "a mais". As bebidas podem mudar de rótulo, nome, mas a mão que mistura a bebida que você vai beber são de lá, daquele lugar. O colchão é de hotel, quando se tem. O chão se torna mais macio próximo da hora de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é como se estivesse em casa. E viajar tem esse todo de infinito que cabe em um único vernáculo, é uma saudade adiada do instante da partida até o fim da vida, pois não há quem viaje que não queira partir novamente. É nascer e morrer, novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-8390979455491695028?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/8390979455491695028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/8390979455491695028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/03/viajar.html' title='Viajar'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-2429096107764836204</id><published>2007-03-26T01:19:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T01:23:40.108-03:00</updated><title type='text'>Igualdade entre os homens</title><content type='html'>Nunca acreditei em idealistas da igualdade que não tenham se colocado algum dia numa roda de pessoas estranhas, dado as mãos aos outros e sentisse a união do todo. Para mim, muito mais interessante do que as teorias e vãs filosofias, algumas de boteco e bastantes baratas, valem mais as atitudes. Quem levanta a mão entende o que sente e sabe quem é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-2429096107764836204?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2429096107764836204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2429096107764836204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/03/igualdade-entre-os-homens.html' title='Igualdade entre os homens'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-1436573468079883827</id><published>2007-03-23T10:50:00.000-03:00</published><updated>2007-03-23T10:55:14.754-03:00</updated><title type='text'>Violão</title><content type='html'>O corpo reverbera sons e notas de um violão. Pingos d'água ficam no limite entre cair e ficar, a cada corda tocada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-1436573468079883827?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/1436573468079883827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/1436573468079883827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/03/violo.html' title='Violão'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-1707129042724013226</id><published>2007-03-22T00:56:00.000-03:00</published><updated>2007-03-22T01:21:23.993-03:00</updated><title type='text'>Com açúcar e afeto</title><content type='html'>Ter vocação pra ser sozinho é qualidade de poucos. Eu, genérico, mediano, não faço parte dessa estreita parte da população. Sempre aguardo o amor, em cada canto de esquina, em cada trecho de poesia, em cada olhar que alucina. Amarga vida, café forte que nos mantém acordados. No limiar da alucinação da falta de sono e do gosto rançoso na boca, desabrocha em flor, flor de outono, um amor em [peixes-áries-touro], ascendente qualquer, que aguarda o primeiro beijo novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-1707129042724013226?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/1707129042724013226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/1707129042724013226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/03/com-acar-e-afeto.html' title='Com açúcar e afeto'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-8455570798513174276</id><published>2007-03-09T19:59:00.000-03:00</published><updated>2007-03-09T20:06:20.630-03:00</updated><title type='text'>Apaixonamorar-se</title><content type='html'>Súbito o coração levita e plana no incontestável plano da paixão. As horas cheiram à tristeza, desfaz em lágrimas a solidão. Preponderantes irritações de cisco n'olho atacam em vermelhidão o coração. Quem antes se fazia falso e tristonho agora arranjou uma nova paixão. O nome dela eu não sei: o nome dele é João.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-8455570798513174276?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/8455570798513174276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/8455570798513174276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/03/apaixonamorar-se.html' title='Apaixonamorar-se'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-3693129454954187920</id><published>2007-03-01T23:48:00.000-03:00</published><updated>2007-03-01T23:49:13.205-03:00</updated><title type='text'>Plano das idéias</title><content type='html'>Minha obsessão pela perfeição me atirou à solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-3693129454954187920?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3693129454954187920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3693129454954187920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/03/plano-das-idias.html' title='Plano das idéias'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-4733503382399116276</id><published>2007-02-25T03:27:00.000-03:00</published><updated>2007-02-25T03:40:19.624-03:00</updated><title type='text'>Simplicidade</title><content type='html'>Acordar, chinelo, água, leite, rede para deitar, livro, horizonte distante, praia, mar, novamente o livro, cheiro de feijão do almoço, prato, talheres, um doce muito suave, baralho, rainha de copas, tabuleiro de xadrez,  rainha preta, estante, vela, vaso, retrato, mesa, toalha bordada a mão, flores simplesmente, rádio, música, a dança, conversa fiada, cerveja, amendoim, São Paulo 1, Corinthians 0, biquínis, saias, cabelo molhado, toalhas dançando no vento do varal, bola, dez pessoas, cinco de um lado, cinco do outro, traves de chinelo, areia, areia, pôr do sol, sombras sob o céu vermelho, casa, ducha, janta, conversa, sono, sofá, meia-noite, amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-4733503382399116276?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4733503382399116276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4733503382399116276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/02/simplicidade.html' title='Simplicidade'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-1448903246525961275</id><published>2007-02-25T03:23:00.000-03:00</published><updated>2007-02-25T03:27:15.244-03:00</updated><title type='text'>Rascunho</title><content type='html'>Amar é loucura&lt;br /&gt;Amarelo cura&lt;br /&gt;A maré ...&lt;br /&gt;Ama elo ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-1448903246525961275?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/1448903246525961275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/1448903246525961275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/02/rascunho.html' title='Rascunho'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-5284916206033520982</id><published>2007-02-09T02:13:00.000-02:00</published><updated>2007-01-31T02:49:50.936-02:00</updated><title type='text'>Dos nascidos do dia 20 de outubro</title><content type='html'>A dieta balanceada para a vida de um libriano é simples. Constituem elementos vitais: o amor e a mentira. Na falta de um, o outro é imediatamente procurado. Na gula, os dois se confundem e se unem. Na fome, não sobra nada para viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-5284916206033520982?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5284916206033520982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5284916206033520982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/02/dos-nascidos-do-dia-20-de-outubro.html' title='Dos nascidos do dia 20 de outubro'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-5091426621084371826</id><published>2007-01-31T02:31:00.000-02:00</published><updated>2007-01-31T02:49:51.015-02:00</updated><title type='text'>Desencontros no relógio</title><content type='html'>Faltavam cinco minutos&lt;br /&gt;Para o jogo acabar.&lt;br /&gt;Nossa conversa casual&lt;br /&gt;Levou duas, três horas.&lt;br /&gt;Um olhar de flerte, leve,&lt;br /&gt;Foi uma piscada e se foi.&lt;br /&gt;A fome ficou no tempo,&lt;br /&gt;A gula nem um segundo.&lt;br /&gt;O vento soprou no ouvido&lt;br /&gt;E eu retornei anos atrás.&lt;br /&gt;O semáforo de vermelho&lt;br /&gt;Prenuncia o acidente.&lt;br /&gt;Deitamos uma hora na cama:&lt;br /&gt;Só gozamos esse pouco.&lt;br /&gt;Os bancos abrem às nove,&lt;br /&gt;Os bancos fecham às quatro.&lt;br /&gt;Meio-dia é aquela preguiça&lt;br /&gt;E meia-noite já é outro dia.&lt;br /&gt;Vejo paralizada a vida&lt;br /&gt;No leve momento da morte.&lt;br /&gt;De repente mais um ano&lt;br /&gt;Na vela de aniversário.&lt;br /&gt;Viver é matar o tempo&lt;br /&gt;À espera de outro nascer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-5091426621084371826?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5091426621084371826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5091426621084371826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/desencontros-no-relgio.html' title='Desencontros no relógio'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-6233356091962498398</id><published>2007-01-30T01:02:00.000-02:00</published><updated>2007-01-30T01:08:31.157-02:00</updated><title type='text'>Variação sobre o mesmo bilhete</title><content type='html'>"Amo-te, mas sou incapaz de dizê-lo pessoalmente. Tive medo que você não entendesse o que meu coração diz e apelei para a forma mais covarde de falar essa verdade absoluta no meu peito. A paixão é chama passageira, mas sem ela não existiria o amor. Querer amar sem se apaixonar antes é querer acender uma vela sem antes acender o fósforo. Não existem milagres. Já me apaixonei por ti, mas agora te amo. Com as três letras, maiúsculas se necessário. Nunca entenderás o meu coração porque eu sou complicado demais e tudo que já passou pelo meu peito eu não conseguiria escrever neste simples bilhete. Mas quero que saiba, antes que eu me desiluda, ou ache o amor no peito, no corpo de outra pessoa, que eu te amo. Simplesmente e com todas as letras." - anônimo, no bolso da minha calça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-6233356091962498398?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6233356091962498398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6233356091962498398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/variao-sobre-o-mesmo-bilhete.html' title='Variação sobre o mesmo bilhete'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-7885490056448750913</id><published>2007-01-24T00:59:00.000-02:00</published><updated>2007-01-24T01:03:20.233-02:00</updated><title type='text'>Desabafo na copa da árvore</title><content type='html'>Hoje eu sou muito mais reservado com a minha tristeza, com a minha depressão. Tento me ocupar fazendo qualquer outra coisa mas é inevitável: as más energias sugam tudo que há de disposição em mim. Por me sentir ilhado na minha própria tristeza, mantenho-me mais discreto com ela, sem dar muitos vestígios. Por cultivar tanto essa tristeza, mal espero o dia em que brotará uma árvore aqui em casa, do lado do computador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-7885490056448750913?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/7885490056448750913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/7885490056448750913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/desabafo-na-copa-da-rvore.html' title='Desabafo na copa da árvore'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-160597498945419136</id><published>2007-01-23T01:44:00.000-02:00</published><updated>2007-01-23T01:52:12.368-02:00</updated><title type='text'>Anti-poesia é prosa?</title><content type='html'>Quem diria: o poeta hoje não passa de um sem coração? Vive na apatia e tempera na comida o tempero que devia haver na vida. Você que vivia de amar, já tem 22 anos de vida e tantas paixões rodadas, se encontra agora no canto da mesa, bola de bilhar sem buraco, sem chance de vitória. A desilusão da vida impera e rechea os seus ossos, tripas, coração, de uma tristeza constante e de paixões fugazes por corpos errantes. Mas o amor, João, não está na esquina. O amor vai longe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-160597498945419136?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/160597498945419136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/160597498945419136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/anti-poesia-prosa.html' title='Anti-poesia é prosa?'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-45433852774700623</id><published>2007-01-18T21:33:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T21:36:17.680-02:00</updated><title type='text'>Os que blasfemam Cristo na cruz</title><content type='html'>O pecado não está no corpo castigado de Cristo e sim nas mãos e dedos sujos que apontam para o filho de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-45433852774700623?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/45433852774700623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/45433852774700623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/os-que-blasfemam-cristo-na-cruz.html' title='Os que blasfemam Cristo na cruz'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-2592358170137821908</id><published>2007-01-17T23:43:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T00:03:41.760-02:00</updated><title type='text'>Alegria alegria</title><content type='html'>Só serei verdadeiramente feliz quando não houverem amarras que predam meu corpo ao chão. Até lá, ensaio a felicidade: a felicidade se apresenta em espasmos, se apresenta em orgasmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-2592358170137821908?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2592358170137821908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/2592358170137821908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/alegria-alegria.html' title='Alegria alegria'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-3561004592028148522</id><published>2007-01-17T21:25:00.000-02:00</published><updated>2007-01-17T21:29:46.576-02:00</updated><title type='text'>Ergue-te e caminha</title><content type='html'>Passado aquele medo febril e quase adolescente, eis que a convicção e a verdade dão um nó entre a razão e a emoção. Ainda abalado, talvez meio fraco, me vejo levantado do chão que tanto castigou meus joelhos. Enfim meus 22 anos provaram valer o que o tempo castigou meu corpo e meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-3561004592028148522?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3561004592028148522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3561004592028148522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/ergue-te-e-caminha.html' title='Ergue-te e caminha'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-8110377710567581355</id><published>2007-01-16T20:26:00.000-02:00</published><updated>2007-01-16T20:38:51.625-02:00</updated><title type='text'>Dois joelhos sobre o chão</title><content type='html'>Nunca me sucedera tamanho medo em muito tempo de vida. Medo no sentido mais profundo da palavra, substantivo masculino ausente de metáfora e ambiguidade, medo na palavra medo. Tudo na vida é tão simples e no entanto a dúvida, mais do que a certeza, deixa o corpo gelado, causa desatenção e estresse e medo do próprio medo. Não é simplesmente fugir do inevitável: é perceber o quão maleável é posicionar as peças no jogo e achar de todas as possibilidades a que menos vai fazer mal a alguém. Inclusive a mim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-8110377710567581355?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/8110377710567581355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/8110377710567581355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/dois-joelhos-sobre-o-cho.html' title='Dois joelhos sobre o chão'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-5294382725074869440</id><published>2007-01-16T14:10:00.000-02:00</published><updated>2007-01-16T14:27:16.917-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você, sempre enormemente resoluto, se depara com uma dúvida gigantesca. Qual é o tamanho da resposta para as maiores perguntas? Quem responde às nossas dúvidas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-5294382725074869440?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5294382725074869440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/5294382725074869440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/voc-sempre-enormemente-resoluto-se.html' title=''/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-7901948738132839257</id><published>2007-01-15T20:01:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T20:12:52.042-02:00</updated><title type='text'>No mensageiro</title><content type='html'>- Olá?&lt;br /&gt;- Oi! Td bom?&lt;br /&gt;- Tudo, e com você?&lt;br /&gt;- Tudo ótimo! =)&lt;br /&gt;- Escuta, tô só de passagem&lt;br /&gt;- Hmm?&lt;br /&gt;- Passei aqui para concluir aquilo que eu não pude fazer ano passado.&lt;br /&gt;Você sabe, eu sei que talvez a minha aproximação tenha sido muito estranha...&lt;br /&gt;- Hahaha eu lembro!&lt;br /&gt;- Queria apenas que você soubesse que eu te acho incrivelmente bonita&lt;br /&gt;- Nossa mew, obrigada!&lt;br /&gt;- Você é muito muito muito bonita...&lt;br /&gt;E fiz uma imagem de você que cheguei a acreditar que te amava.&lt;br /&gt;- Ah meu, não precisa dizer essas coisas...&lt;br /&gt;- Mas você é realmente linda. Eu sinto que tudo aquilo que pensei sobre você, que acreditei que você fosse não correspondeu.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- A gente vê uma pessoa, olha, pensa, olha de novo...&lt;br /&gt;E acabamos montando daquelas impressões que temos sobre alguém uma figura que nos apaixona.&lt;br /&gt;- Acho que sei como eh...&lt;br /&gt;- Poisé. E por mais que você seja maravilhosamente linda, descobri que você não é a pessoa certa para mim e vice-versa.&lt;br /&gt;- Hm...&lt;br /&gt;- Mas nunca vou perder toda a admiração que tenho por você. Você é mais que a sua beleza e merece mais do que ninguém ser feliz.&lt;br /&gt;- Obrigada...&lt;br /&gt;- Era isso. Queria te dizer antes de você ir para os Estados Unidos, acho que o fato de te dizer isso hoje me bota mais próximo de você.&lt;br /&gt;- Pena que você disse isso só agora... Não que eu tenha me apaixonado por você, mas gostei de você.&lt;br /&gt;- A vida tem dessas...&lt;br /&gt;Boa viagem para você. Lembre-se de ser feliz!&lt;br /&gt;- Sempre! =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-7901948738132839257?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/7901948738132839257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/7901948738132839257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/no-mensageiro.html' title='No mensageiro'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-4393182956278983356</id><published>2007-01-15T04:56:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T04:59:20.716-02:00</updated><title type='text'>Isso é Bossa Nova, isso é muito natural</title><content type='html'>Há uma grande diferença entre ser sensível e ser homossexual (ou bi). As coisas acabam se confundindo, as pessoas acham que um é causa/consequência do outro. Hoje eu descobri que não, que é possível ser homem e sensível ao mesmo tempo. Quer dizer, isso eu sempre fui desde muito tempo, mas hoje formalizei em verbo, em pensamento. Agora tenho justificativa em papel para ouvir Antônio Carlos Jobim e chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-4393182956278983356?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4393182956278983356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4393182956278983356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/isso-bossa-nova-isso-muito-natural.html' title='Isso é Bossa Nova, isso é muito natural'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-8210060557847255655</id><published>2007-01-11T23:29:00.000-02:00</published><updated>2007-01-12T01:25:05.102-02:00</updated><title type='text'>Vamo quebrá tudo!</title><content type='html'>Tem vezes que eu fico p. com o que eu escrevo. P. assim, de querer rasgar se escrevi em papel ou deletar se escrevi no computador. Mas deletar não satisfaria toda a minha raiva: eu quereria destruir tudo, o teclado onde escrevi, o HD onde o arquivo permaneceu escrito. Apagar apagar apagar. Apagar é uma virtude para quem sabe que está mal escrito. Se você lê e não se apega ao que você leu, que orgulho você terá em afirmar com todas as letras que aquilo é seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rascunhar. Penso em quanto tempo se leva para fazer algo genial. Acredito na arte de um segundo e na arte de uma vida. Qual é o tempo que eu levo para fazer o que gosto, se de tudo que fiz, tão pouco gosto? É preciso papel, braço, caneta (ou lápis) para escrever? Ou um computador quântico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo, quantas idéias, quantas metáforas, quantas vidas enfim. Tudo tão sublimemente efêmero. A vida, como a arte, é a perseguição de orgasmos continuados para que ao final nos sintamos vivos e felizes. O maior prazer de um ser humano é se saber infinitamente vivo. Por isso criamos e destruímos. (acho que achei uma resposta)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-8210060557847255655?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/8210060557847255655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/8210060557847255655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/vamo-quebr-tudo.html' title='Vamo quebrá tudo!'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-6677085115885601087</id><published>2007-01-05T03:53:00.000-02:00</published><updated>2007-01-05T03:54:27.698-02:00</updated><title type='text'>Subverter</title><content type='html'>Mas subverter o quê? O mundo já está de cabeça pra baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-6677085115885601087?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6677085115885601087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/6677085115885601087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/subverter.html' title='Subverter'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-3750944955031061725</id><published>2007-01-05T00:04:00.000-02:00</published><updated>2007-01-05T00:05:31.360-02:00</updated><title type='text'>Dúvida</title><content type='html'>Qual é o nome desse negócio o qual chamam "amor"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-3750944955031061725?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3750944955031061725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/3750944955031061725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2007/01/dvida.html' title='Dúvida'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-312729910876740081</id><published>2006-12-24T02:52:00.000-02:00</published><updated>2006-12-24T03:30:12.720-02:00</updated><title type='text'>Experimentos com vodka</title><content type='html'>Partiu de uma experiência pessoal que eu acreditava não dar muito certo: escrever bêbado no blog. Surpreendentemente deu certo! Claro, nada maravilhosamente bom, mas ainda assim algo diferente e com uma essência diferente. Ai vieram os livros, escritores falando a respeito de drogas e falando a respeito da relação com o álcool. Com exceção do Millôr Fernandes que assumiu ter escrito uma parte d'O PASQUIM bêbado, os outros autores foram mais sucintos: nunca afirmaram com todas as letras que a bebida fazia parte do processo criativo. Numa entrevista, ainda falando sobre O PASQUIM, Paulo Mendes Campos assumiu que escreveu algumas vezes sob e sobre o efeito do LSD, afirmando que o negócio realmente dá barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não menos influênciável e muito menos curioso, eu resolvi fazer um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;test drive&lt;/span&gt; para saber o efeito do álcool na escrita. Alguns me chamariam de ridículo mas não tenho culpa se eu sou cético ao ponto de pagar para ver. E assim, comprei a vodka no mercado, cuja marca vou me ausentar de dizer mas devo dizer que é daquelas que não dor de cabeça. Paguei mais caro do que o normal na garrafa, mas tudo bem, em prol do senso científico tudo é válido. Limões, açúcar, um socador, gelo na forma e eis tudo preparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei me esquecendo do horário e ficou meio tarde. Decidi fazer um teste antes de partir para as caipiroskas que seriam o combustível para os supostos textos melhor escritos. Gelo no copo, vodka. Aliás, que me perdoem os amigos adeptos da pinga, mas vodka para mim é maravilhosa. Enfim, o teste em si: um gole e um gosto amaro, forte e uma quentura quase instantânea. Bom, o gosto é passageiro. Os outros goles que seguiram foram insípidos: a língua se acostumou com o gosto da bebida e eis vencido meu primeiro copo. E como me sinto agora, escrevendo com uma quentura (porque convinhamos: um copo de vodka não dá nem para o gasto!) ao som uma MPB que é a trilha sonora da vida: sinto-me bem. Poético e com vontade de versejar. Ver uns retratos de algumas musas inspiradoras invisíveis aos olhos do leitor ajuda também, dá vontade de escrever sobre o amor (como acredito que vou fazer daqui a pouco). Dá muita vontade de ouvir Cazuza, embora Vinícius fosse mais pé-de-cana (talvez por mais tempo de vida que o primeiro). É vontade de escrever mesmo. Na verdade, acho que mais vale a pena é botar uma música boa, sentar com uma bebida e caderno em punhos, escrever. Faz tempo que não escrevo em cadernos. Embora o computador me dê mais liberdade para escrever prosa, meu verso fica perturbado no computador. Eu me considero meio frustrado na arte do verso, porque é preciso lutar muito feio com um poema para ele sair bom. Eu tenho vontade mas nunca consegui dedicar muito sangue a um poema apenas. Afinal, quantos poemas por ano escreve um poeta? Quantos poemas fenomenais, únicos, escreve um poeta em toda a sua vida? É isso que eu penso agora, antes de me confiar em um novo poema, desabafo sentimental. Lembro de Drummond falando dos que versejam por leve contato com as forças líricas desse mundo, a respeito daqueles os quais ele não considera poetas. Então talvez eu não seja poeta para Drummond, mas ainda assim sou poeta, poeta de mim mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, minha primeira experiência. Feliz, o calor já passou um pouco, o bafo de álcool até eu sinto (não se precisa de muito para perceber). Comer algo, escovar os dentes e deitar na cama. Qual vai ser meu nome quando eu acordar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-312729910876740081?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/312729910876740081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/312729910876740081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2006/12/experimentos-com-vodka.html' title='Experimentos com vodka'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-7944515793771621885</id><published>2006-12-23T17:16:00.000-02:00</published><updated>2006-12-23T18:08:33.424-02:00</updated><title type='text'>Liberdade conquistada</title><content type='html'>Como a maioria dos povos do mundo, para as pessoas também se aplica a máxima do conquistar sua própria liberdade. Para tudo, no seu ambiente de trabalho, em casa, entre amigos e entre inimigos. Acredito que quando você conquista a liberdade em todos os aspectos da vida, você passa a se tornar mais feliz, pelo fato de você não ter mais a necessidade de engolir sapos desnecessários. Claro, quem é totalmente livre? Ninguém, mas ao menos quando você percebe que você tem liberdade, que você tem escapatória, aí as coisas ficam mais simples, mais maravilhosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro daquele mito da caverna quando se fala em liberdade. Quer dizer, somos livres, mas o quão livres nós realmente somos? E há quem prefira a liberdade aparente, afinal, o importante é ser feliz. Eu penso então em qual lado que eu gostaria de estar, dentro ou fora da caverna. Acho que eu escolheria o lado de fora, é uma síndrome excessiva (quase compulsiva) por liberdade mas não consigo me ver de outra maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi mais ou menos isso que eu fiz. Acho que o quão feliz você é é proporcional ao quão livre você é. E a minha liberdade afeta diretamente a liberdade que dou aos que eu amo. Sei que perder a liberdade às vezes nos ajuda e nos ensina coisas novas, mas não acho que seja mais esse o caso: quero experimentar o novo através da liberdade que tenho com quem amo. É isso ai para 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-7944515793771621885?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/7944515793771621885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/7944515793771621885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2006/12/liberdade-conquistada.html' title='Liberdade conquistada'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-4316779760001451603</id><published>2006-12-21T22:34:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T00:06:48.580-02:00</updated><title type='text'>Manifesto auto-biográfico</title><content type='html'>Eu sou um cara que vive no hiato das coisas: para os japoneses eu sou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gaijin&lt;/span&gt;, o renegado da "raça"; para os brasileiros de parentesco de outras partes do mundo, eu sou o japonês pobre. Se eu andasse por ai com jaqueta da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nike&lt;/span&gt;, ouvindo um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;iPod&lt;/span&gt; de 60 gb de capacidade e saindo com a dita colônia, eu seria o japônes riquinho que seria assaltado numa média de quatro vezes ao ano. Mas não, eu sou simplesmente um mestiço alto que gosta de andar de boina, papetes e com um livro de Drummond sempre a mão. Afinal, se eu fosse um trombadinha eu jamais assaltaria um cara que anda com um livro de poemas na mão, em parte por dó do cara que mal tem grana para comprar um livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pop&lt;/span&gt; idiota e por outro lado por medo de ficar viado que nem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu já havia dito, eu vivo no hiato. Não como na palavra saúde (sa-ú-de), mas metaforicamente. Sou universitário (nada universal) estudante de Ciências da Computação, mas sou medíocre como programador. Por medo de encarar a vida do lado difícil e uma provável repressão do pai, não cursou Letras, para se tornar professor e, quem sabe, escritor e poeta. Mas como escritor e poeta também é bem meia-boca. De vez em quando sai algo genial, mas é raro raro. Quis ser pesquisador algum dia, mas nem para isso sirvo. Como professor, quebro um galho e me atrevo a dizer que ensino bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa me incomoda, no entanto. Uma delas é os meus amores. Não o fato de amar, que no fundo é bom, mas as mulheres por quem me apaixono. É foda de acertar em cheio e achar uma pessoa simultaneamente inteligente e bonita. Mas mais incômodo que o amor que sinto, é os tabus que criei. A pior c. que&lt;br /&gt; eu fiz foi ter falado para meus amigos e colegas sobre a minha predileção por mulheres orientais, mais especificamente japonesas. Disso os menos espertos pressupõe (errôneamente) duas coisas: 1- que eu quero f. com a primeira japonesa que aparece na frente, seja ela bonita, feia, solteira, enamorada, casada ou desquitada. 2- se não for japa eu não acho bonita de jeito nenhum e quero ver longe. A primeira conclusão precipitada me levou a situações bastantes trágicas, como por exemplo eu ter falado sobre meu gosto apurado para mulheres nipônicas na aula de espanhol ... onde estudava uma japonesa ... que tinha namorado. Passei o semestre inteiro me sentindo mal de sentar do lado da guria, que quando me olhava parecia que tinha medo que eu saltasse em cima dela e estuprasse a coitada. A segunda coincidentemente me levou a um contato mais próximo com minhas colegas "gaidas", que sempre me olharam como o inofensivo amigo delas, quase um amigo gay. Isso era legal, gosto quando as pessoas não me olham como se eu fosse um maníaco do parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda assim, gosto de olhar, no sentido de olhar pessoas. Eu vou passando pelas ruas da cidade e vejo as pessoas, tão compenetradas. Algumas retribuem docemente meu olhar com uma outra olhadela, não tem coisa que bote a gente mais pra cima. Principalmente das meninas bonitas! Quem não resiste a um olhar comunicativo, no melhor estilo "te quero"? Fora os rabos-de-saia, que não olham para a gente mas a gente não reclama, se não olhar é melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim vivo no hiato da teoria e da prática. Meu jeito muito espontâneo de ser já rendeu muito risada, muita briga, eu mesmo rio das palhaçadas que eu faço. Já me perguntaram algumas vezes se eu era gay, outras me chamaram de comunista. Não sou homo nem bissexual por resoluções pessoais, mas comunista talvez nem tanto. Quer dizer, não tenho bandeira da união soviética atrás da porta do quarto e não substituo a oração noturna por um trecho de qualquer manifesto comunista. O problema na verdade são as pessoas. Acho que 92% das pessoas do mundo não presta (assim como as estatísticas, no sentido de pesquisas) e Deus quando disse "vai lá meu filho, ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gauche&lt;/span&gt; na vida" mandou eu buscar a porcentagem dos que se salvam. Mas ai achei essa visão muito egocêntrica, embora ainda ache que 92% das pessoas do mundo não prestem, e a outra parte, para desgraça geral, morre das mais diversas causas, mas tanto faz. Hoje eu tento fazer a minha parte para fazer do mundo um lugar melhor na esperança de que me enxerguem e pensem "esse cara tá certo" e façam sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um orgulho ferrenho de muita coisa pelo qual já se perdeu orgulho: de ser paulista e paulistano (salve São Paulo, cidade da culinária, das artes e do estresse), brasileiro e latino-americano. Gosto somo muitos, não dá para contar todos, mas não posso deixar de citar a literatura, a música popular brasileira, uma cerveja com os amigos, um cinema inteligente (independente?), batata-frita (que vai me matar um dia de colesterol), escrever, bater uma pelada com os amigos e assim vai. Tenho orgulho de tudo que gosto e faço, inclusive das c. homéricas que faço sozinho ou com todo mundo. Sou cheio de vícios e manias, tenho um perfil levemente voltado para alguns distúrbios mentais de menor grau. Hereditariamente sou deprimido, mas eu tento superar tudo que é barra na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vou me pensar no futuro, eu vejo muitos planos e pouco dinheiro. Ser pobre é mesmo f. Mas me penso com o meu lar, uma família. Vejo-me casando, claramente. Não sou adepto da igreja, acho o discurso que se prega nela estupidamente hipócrita. Da última vez que fui a uma missa, quase vomitei durante o sermão do padre. Mas acredito em Deus, acredito na eternidade do casamento (do ponto de vista poético). Aliás, em vez de um padre, preferiria que tivesse um recitador com uma viola que nos fizesse jurar em verso o amor eterno um pelo outro. Acho que isso Deus aprova. Queria ter dois filhos, o tradicional casalzinho. Cada dia que passa fica mais f. de se ter e manter filhos. Queria dar a eles todo o carinho de pai e mostrar que as coisas sejam possíveis. Perdi o viés de achar que os amores são eternos, odiaria casar por acidentes de percurso da vida. Meu conceito de relacionamento duradouro é aquele em que no final das contas as pessoas guardam reciprocamente um respeito pelo outro e sabem que, embora talvez as coisas não sejam como os fogos de antes, não há pessoa mais doce no mundo senão aquela com quem se está. Quero ter uma família feliz, acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que é para falar de filhos, vamos falar de sexo. Os pudicos, moralistas que me perdoem, mas um bom amasso é fundamental num relacionamento. Não me venham encher a orelha com babaquices sobre pílula e camisinha que eu não arredo o pé: o contato íntimo é fundamental entre os casais. Tem que ser saudável, no entanto, nada de orgias diárias ou sucessivas sessões de terapias de casal práticas (que fazem bem de vez em quando, mas sempre faz perder o gosto). Não acredito que um relacionamento vá longe se ele se baseia em sexo, mas sem ele o negócio perde a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muitos amigos, inúmeros. Às vezes esqueço de um ou outro (perdão, mas a memória falta em certas horas), mas o reencontro é sempre aquela alegria. Eu sou um cara-abraço. Alguns dizem que eu sou carente demais, outros dizem que sou carinhoso, cada um tem um olho que enxerga como quer. Sou fiel aos meus amigos, é gente que conquistou meu respeito ao longo do tempo, acho isso fundamental. Tem gente que passa rápido na vida, cumpre seu papel na nossa e vai-se, demasiado rápido para lembrança. Mas em cada gesto fica aquele quê de alguém que passou, de tal forma que somos recortes e colagem dos vários pedaços que vão e voltam na vida. A vida não teria razão de ser se não fossem os amigos, principalmente aqueles a quem você designa a alcunha de "melhor amigo". Esses daí é caso sério, é quase pacto de sangue. "Meu, tô na merda tem como vir me salvar?" "Chego ai em quinze minutos". Tome ônibus, chuva e elevador para aquele abraço. Para comemorar também não há gente melhor: não há gente que dê mais colorido em uma mesa de bar que não as pessoas que riem alto dos causos passados, das piadas novas e chorem de leve de pensar que assim de novo só Deus sabe quando. Os grandes amigos são raros, não só na quantidade mas na frequência com que a gente vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sapo eu não engulo mais não. Vai para a p. que o pariu se tem algum problema com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo no hiato da vida. O mundo anda tão de cabeça para baixo, que eu acho que muitas virtudes e qualidade hoje não valem muito. Ai eu não sei se no final ds coisas eu sou um cara bom ou ruim. Já vi tanta gente que não presta se dando bem na vida, tanto nego bom na m. Essas coisas eu não entendo. Não entendo, por exemplo, tanta guerra que mata gente que não tem nada a ver com a guerra. Quem tem culpa de ter nascido num pedaço de terra cercado de fronteiras? Imagina se algum dia chegasse um soldado americano com um fuzil na minha cara e me falasse "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;repeat after me 'my country is full of whores and dumbasses'&lt;/span&gt;", enquanto me filmasse pelado e botasse as imagens no YouTube? Eu ia era ficar f. da vida com um m. desses. Nem precisa ir muito longe: mesmo os brasileiros destratam seus pobres como se eles fossem igualmente culpados de terem nascido pobres. Claro, ser pobre é um estilo de vida. Graças a Deus tem aqueles programas sensacionalistas para mostrar o estado deprimente dos pobres a troco de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é f., em suma. Eu nunca consigo falar de mim mesmo sem falar em toda essa tranqueirada junto, porque é o que me falta de estômago para dizer em voz alta pelas ruas. Eu seria internado num hospital psiquiátrico junto com um punhado de gente que talvez tenha tomado a mesma decisão de verbalizar o que eu escrevi. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ces't la vie&lt;/span&gt;, meus colegas, é uma parte da minha vida, no hiato das coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-4316779760001451603?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4316779760001451603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/4316779760001451603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2006/12/manifesto-auto-biogrfico.html' title='Manifesto auto-biográfico'/><author><name>João Francisco A. Enomoto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-953951571124606415.post-9094689662837566229</id><published>2006-12-21T02:48:00.000-02:00</published><updated>2006-12-21T03:58:09.889-02:00</updated><title type='text'>Desabafo amoroso</title><content type='html'>As poesias de amor não fazem sentido àqueles que não entendem o que é o amor. A poesia se torna uma coisa ridícula e particular, longe do caráter da poesia como arte. Mas no seu âmago, a poesia é a arte de expressar em forma de verso os sentimentos do ser humano. Não existem regras para poetizar: quem as criou pensou logo numa elitização da poesia enquanto arte, quando na verdade a poesia tem origem oral e popular. Sendo assim, deixem os homens cantarem seus amores impossíveis, porque a eles pode não caber o título de artista, mas isso não os impede de amarem profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soneto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perplexado na monotonia de mim mesmo,&lt;br /&gt;Encontro-me sob a sombra de uma amoreira&lt;br /&gt;Entre os versos de Drummond e abelhas&lt;br /&gt;Que vêm roubar dos frutos a sua doçura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marca-páginas do livro é uma foto sua&lt;br /&gt;Que tirei delicadamente do seu presente&lt;br /&gt;Para poder ver, cada vez que abrisse o livro&lt;br /&gt;O seu rosto em lembrança com um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu muito desencontrado, não vejo nos campos&lt;br /&gt;Mais beleza que em seu pedaço de papel&lt;br /&gt;Onde sei que pousaram sua mão e seu beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração se sabe apaixonado por ti&lt;br /&gt;Nessa saudade de te perceber longe demais&lt;br /&gt;E sempre perto, entre cada página do livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/953951571124606415-9094689662837566229?l=rabiscosinconcretos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/9094689662837566229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/953951571124606415/posts/default/9094689662837566229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rabiscosinconcretos.blogspot.com/2006/12/desabafo-amoroso.html' title='Desabafo amoroso'/><author><name>João Francisco A. 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